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Em audiência na Câmara de Vereadores, SIOMS demonstra que privatização encarece custos da saúde pública

O SIOMS – Sindicato dos Odontologistas de Mato Grosso do Sul participou da audiência pública sobre a Privatização da Saúde Pública de Campo Grande na Câmara Municipal, nesta sexta-feira (10), onde se posicionou contra a transferência da gestão de duas unidades de saúde da Capital para OSS – Organizações Sociais, conforme a proposta apresentada pelo Prefeitura.

O presidente do sindicato e da FNO – Federação Nacional dos Odontologistas, David Chadid, fez uso da palavra, onde contestou a tese de economia apresentada pelo secretário municipal de saúde, Marcelo Vilela, que defende a privatização. “Os supostos cases de sucesso apresentados ao Conselho Municipal de Saúde não se sustentam. Um estudo publicado na Scielo Brasil analisou os repasses para as OSSs na cidade do Rio de Janeiro, que foram usados como exemplo pelo secretário, e os dados demonstram que não houve economia, ao contrário, houve aumento nos contratos”, pontuou.

O presidente explicou que o estudo envolveu 61 contratos e 207 aditivos de 15 instituições, num período de 9 anos, naquele município. “O estudo demonstrou aumento de despesas com a transferência da gestão pública para a privado. Em todos os contratos ocorreram aditivos, sendo que nos 10 menores contratos de OSSs tiveram aumento médio de 564%, enquanto os 10 maiores contratos tiveram o aumento médio de 92,54%”.

Outra informação importante repassada por David Chadid é sobre as irregularidades. “Em 2016, 8 OSSs do Rio de Janeiro estavam sendo investigadas por suspeitas de irregularidades. E em alguns casos, as investigações constataram sobrepreços de até 508% na compra de medicamentos, o que levou à prisão de 8 pessoas”.

Por fim, o presidente se posicionou contrário à privatização da saúde na Capital e lembrou que a prefeita Adriane Lopes se comprometeu em não privatizar. “Nós nos posicionamos firmemente contra a privatização e lembramos que em sua campanha para reeleição, a prefeita Adriane Lopes esteve no Sindicato dos Médicos, reunida com profissionais da saúde, onde assinou uma carta de compromisso com a categoria, se comprometendo a não privatizar a saúde em Campo Grande e em menos de dois anos após esse ato, surge essa proposta”.

O debate foi proposto pela Comissão Permanente de Saúde da Casa de Leis, presidida pelo vereador Dr. Victor Rocha. Integram a Comissão ainda os vereadores Dr. Jamal, Veterinário Francisco, Neto Santos e Dr. Lívio.

Além do presidente do SIOMS, fizeram uso da palavra o secretário municipal de saúde Marcelo Vilela, o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Jader Vasconcelos, a vice coordenadora do Fórum da Entidades Representativas dos Usuários do SUS, Maria Auxiliadora Fortunato, o superintendente do Ministério da Saúde em MS, Ronaldo Costa, o presidente do SinMed MS, Marcelo Santana, o diretor do Sisem, Marcio Godoi, a presidente da Associação de Pais e Responsáveis pelas Pessoas com Deficiência e Autismo e conselheira do Conselho Estadual de Saúde, Naina Dibo, o presidente do Sinte PMCG, Angelo Macedo, o conselheiro municipal de saúde, Renato Patrick Grance, a conselheira municipal de saúde e usuária do SUS, Clarice de Oliveira, a presidente do Conselho Regional de Farmácia de MS, Daniela Proença, a presidente do Sindicato de Assistentes Sociais de MS, Monica Ilis, o membro da diretoria do Sindicato dos Psicólogos, Paulo Carvalho e também Wagner Dolce, Marcos Ferreira Dias, Eduardo Menezes, entre outros inscritos.

Também usaram a tribuna os vereadores Rafael Tavares, Marquinhos Trad, Luiza Ribeiro, Jean Ferreira, Paulo Lands, Landmark Rios, Maicon Nogueira e Veterinário Francisco.

Imagem: assessoria vereador Landmark Rios

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