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SIOMS pede apuração do MPMS sobre a falta de atendimento odontológico nos plantões noturnos em Dourados

O SIOMS – Sindicato dos Odontologistas de Mato Grosso do Sul enviou ofício ao MPMS – Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, solicitando apuração sobre a falta de atendimento odontológico nos plantões noturnos das unidades básicas de saúde do município de Dourados.

O presidente do sindicato, David Chadid, explicou o motivo da ação junto ao MPMS. “Recebemos a informação de que a prefeitura de Dourados não incluiu cirurgiões-dentistas nos plantões noturnos nas unidades de saúde que funcionam em horário estendido. Isso causa um prejuízo direto à população, que acaba não tendo acesso a serviços de saúde bucal”.

David reforçou ainda que as urgências odontológicas são uma demanda real e frequente no sistema de saúde e que a ausência de atendimento é uma violação direta aos direitos da população. “A ausência de atendimento odontológico nos plantões noturnos, quando já há estrutura funcionando, viola os direitos dos cidadãos, especialmente em relação à integralidade da assistência, pois limita o atendimento à simples medicação, sem resolução do problema”.

No ofício enviado ao MPMS, o SIOMS relatou que em Dourados, as unidades de saúde UBS Santo André e UBS Seleta funcionam em horário estendido, das 18h às 22h, com atendimento de médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, farmacêuticos e até administrativos, menos de cirurgiões-dentistas.

Outra situação relatada é a UPA Dr. Afrânio Martins, localizada no bairro Terra Roxa, que, mesmo sendo 24 horas, não possui um único profissional para atendimento odontológico emergencial durante a madrugada, nos dias da semana e nos fins de semana e feriados a situação é ainda pior, pois os cirurgiões-dentistas só atuam das 6h às 18h, deixando a população desassistida no período noturno.

“Em Dourados, o cenário é preocupante, pois os pacientes que apresentam problemas odontológicos como dor aguda, abscessos, traumas dentários, sangramentos e infecções e procuram as unidades de saúde pública não recebem tratamento resolutivo, sendo apenas medicados com analgésicos ou antibióticos e orientados a buscar atendimento na UPA somente até à meia noite, se for em dia de semana, ou aguardar até o dia seguinte e caso não seja possível, procurar a rede privada de saúde”, relatou o presidente do SIOMS, com preocupação.

O ofício solicita que o MPMS apure eventual omissão do Poder Público Municipal de Dourados, verifique se já houve, em gestões anteriores, a oferta de plantões odontológicos noturnos e averigue as razões técnicas, administrativas ou orçamentárias para eventual descontinuidade dos serviços, verifique em quais unidades há horário estendido e por quê não há inclusão de cirurgiões-dentistas nas escalas.

O SIOMS solicita também que o MPMS avalie a adequação da política pública de saúde bucal no município, para garantir os direitos constitucionais da população e que, em se confirmando a deficiência no acesso da população, recomende a imediata abertura dos atendimentos de urgência e emergência nos horários e unidades faltantes.

Imagem: Prefeitura Dourados

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